1. o que se tenta prever, torna-se imprevisível.
e portanto o que eu tinha planeado deixou de fazer sentido e faço isto.
tive semanas muito intensas em que parece que vivi mais do que em meses. pensei que tinha acordado e se calhar entrei só em mais um sonho. preciso do que o fundo chama 'closure' para poder avançar. já aprendi o que tinha de aprender aqui.
2. é mais fácil dar do que receber.
e não vale a pena esperar por algo que não vai acontecer. foi o que eu disse tantas vezes. e também que temos que perceber a situação, decidir e agir. controlar. é mais difícil fazer do que dizer.
3. é uma questão de químicos.
é difícil voltar a encontrar um espaço meu, ou antes, é difícil voltar a reconhecê-lo. os amigos ajudam o que podem. o cérebro vai-se desfragmentando, porque ele já sabe o que precisa e eu confio nele. quando ele se desvia, porque muitos dos circuitos ainda estão programados para outra realidade, são os que estão de guarda que o voltam a pôr no caminho certo.
4. acima de tudo, é preciso ser verdadeiro e forte o suficiente para o ser.
e agora que já tenho dezoito anos, já está na altura de viver como acredito que se deve viver.
quanto ao resto...
falta o relatório (que é algo tão sem sentido depois de pensar isto tudo), o proficiency, a carta de condução, o procurar casa, abrir uma conta, tirar o cartão de saúde internacional, ir a um festival, comprar o bilhete de ida e fazer uma grande festa para ir para londres.
devo confessar que tenho medo das razões que me levam para lá... estou sempre atenta a qualquer sentimento de fuga que eu possa estar a sentir. não quero ir para lá para fugir, quero ir para lá para crescer. portanto vou resolvendo as coisas agora.
e filmes, que se nota tanto a falta que me andam a fazer, não tenho visto nenhuns, já há duas semanas... ontem uma tentativa frustrada de ver o
Be Kind Rewind, do
michel gondry. acho que vou repetir o esforço hoje, já que amanhã posso dormir à vontade. já nem sei se fico contente ou não por acabarem as aulas. nem me apercebi que acabei o secundário. nem me apercebi.
5. não há nada que definitivamente comece ou acabe.